A arte de ser resiliente

A ARTE DE SER RESILIENTEAtualmente, tornou-se habitual ouvirmos no dia-a-dia que temos de ser    resilientes, ou que a resiliência deveria ser característica intrínseca ao ser humano. Se calhar, até você já falou nisso; mas, porventura já procurou saber o verdadeiro significado da palavra resiliência? Ou, como tal propriedade possa ser proveitosa na sua vida, no seu trabalho, nos seus relacionamentos; enfim, no cotidiano? A questão é trabalhada em inúmeras áreas, como: saúde, administração, economia, sociologia e psicologia.

No Brasil, a resiliência é uma proposta recente. Por isso, o seu conceito às vezes se torna incompreensível ou polémico. Porém, o termo já é utilizado na América do Norte, há alguns anos. Hoje, podemos encontrar alguns livros que abordam o assunto: Resiliência: Descobrindo as Próprias Fortalezas, de Aldo Melillo e Elbio Néstor Suárez Ojeda; El Poder de La Resiliência, de Brooks; entre outros.

O que seria essa arte? A palavra se origina do inglês resilient. Foi inicialmente utilizada na Física. De acordo com o Dicionário Aurélio, trata-se da “propriedade pela qual a energia armazenada em um corpo deformado é devolvida quando cessa a tensão causadora duma deformação elástica”. De modo figurado, é a “resistência ao choque”. No âmbito da Psicologia, refere-se à capacidade do ser humano de vencer dificuldades, superar contrariedades, obstáculos, por mais fortes e traumáticos que sejam. Seria a faculdade de passar por experiências adversas, sem prejuízo para o desenvolvimento. Essas experiências podem ser a morte de um parente querido, um fim de relacionamento, a perda de um emprego, pressão no trabalho, etc.

O ser humano deve ser capaz de descobrir novas formas de lidar com a vida. A partir dos traumas e sofrimentos, reorganizar-se de maneira eficaz, obtendo progresso ou crescimento.

“A vantagem, se existe alguma, em estar no fundo do poço é que qualquer movimento leva-nos para cima.” – Donald Trump.

Possui a arte da resiliência o ser humano que, ao ser submetido a adversidades, tenha capacidade de superá-las sucessivamente, moldando-se a cada obstáculo e desafio.

Por outro lado, a prática dessa arte exige um foco, pois sem um motivo concreto o individuo não se sentirá motivado e, por conseguinte, terá maior dificuldade para superar os entraves. Existem dois tipos de indivíduos: os que nascem resilientes e os que se tornam.

O administrador Leonardo Grapeia, ressalta algumas dicas que podem ajudar. São sugestões úteis para todos nós, em qualquer área profissional ou situação: Mentalizar seu projeto de vida, mesmo que não possa ser colocado em prática imediatamente; sonhar com seu projeto é confortante e reduz a ansiedade. Aprender e adotar métodos práticos de relaxamento e meditação.

  • Praticar esporte para aumentar o ânimo e a disposição. Os exercícios aumentam nossos níveis de endorfina e testosterona, consequentemente, proporcionando sensação de bem-estar.
  • Procurar manter o lar em harmonia, uma vez que é o “ponto de apoio para recuperar-se”.
  • Aproveitar parte do tempo para ampliar os conhecimentos, pois isso aumenta a autoconfiança.
  • Transformar-se em um otimista incurável, visualizando sempre um futuro bom.
  • Assumir riscos (ter coragem).
  • Tornar-se um “sobrevivente”, repleto de recursos no mercado profissional. Apurar o senso de humor (desarmar os pessimistas).
  • Separar bem quem você é, do você que faz.
  • Usar a criatividade para quebrar a rotina.
  • Examinar a sua relação com o dinheiro.
  • Permitir-se sentir dor, recuar e até enfraquecer para, em seguida, retornar ao estado original.

Agora que já sabe um pouco mais sobre a arte de ser resiliente, pergunto: você nasceu resiliente ou precisa tornar-se resiliente? Por via das dúvidas, pratique, pois desenvolverá a faculdade de ultrapassar, de forma positiva e progressiva, obstáculos e infortúnios tanto pessoais quanto profissionais que, no passado, se mostravam pedras no seu caminho.

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