Quando amamos

Quando amamos,
Cometemos loucuras.
Não ouvimos sequer
A voz da consciência,
Partimos para aventuras.

Cegos, surdos e mudos,
Não temos hora nem pressa.
Só vivemos para aquele mundo,
Até fazemos promessa.

Quem ama,
Chora e sorri de felicidade,
Sente saudade de tudo
Do primeiro olhar, do primeiro beijo
Do primeiro encontro; em tudo
Vê o presente, o passado e o futuro.

Quando amamos,
Praticamos todos os verbos,
Que a vida ensina.
Mas, começamos sempre
Pelo primeiro…
AMAR.

A crise dos 30 – Ela existe!

Uns dias depois do meu editor dizer que iria trabalhar na minha segunda obra de poesia, e em pânico total por não conseguir organizar os meus livros de romance, enquanto publicações de “fulano ficou noivo de cicrana” ou “labetana vai ser mãe pela centésima vez” inundavam os meus olhos no Facebook, algo apitou na minha cabeça.

Tudo bem que aos 28 anos, a caminhar para os 29, eu não esperava ter uma carreira glamorosa, um marido perfeito, uma casa com cerca branca e menos ainda, um filho com bochechas coradas e QI de 200, mas um fato eu constatei: não invejando os noivados e as gravidezes alheias, e compartilhando das suas alegrias, eu estava longe disso. Longe mesmo, algo como a anos luz de ter até mesmo um tamagotchi que sobrevivesse por 24 horas.

Inicialmente, não identifiquei isso como um problema a longo prazo. Eu sabia que as coisas não estavam como planejado, se é que algum dia eu havia planejado algo, porém, eu desconhecia que o “buraco era tão fundo”, até porque quando a sua vida se resume praticamente ao Desemprego S.A, exercitar-se entre 2 a 3 horas por dia, jogar sudoku e mahjong, devorar todo tipo de literatura, encarar os seus próprios livros no Word na esperança que os bloqueios desapareçam, e atormentar a própria mente para resistir a quilos de gomas (jujubas), deliciosos snacks e ao pão de queijo da padaria em frente, fica complicado refletir intensamente.

Mas uma coisa eu não podia negar: eu estava confusa, e já havia algum tempo. Vivia três tipos de dias. Em alguns, os piores, eu acordava desesperada, angustiada, queria recomeçar. Conhecia a inutilidade em carne e osso. Por mais que já tivesse alcançado, não parecia o suficiente; sentia que decepcionara todos a minha volta e acima de tudo a mim mesma. Nesses dias, meu maior desejo era fazer uma mala com todos os meus sapatos – não iria embora sem eles – e desaparecer no mundo. Nos meus melhores tempos, ficava apática, só queria deixar tudo como estava – sim esses eram os melhores dias – eu simplesmente ficava como um quiabo na panela: flutuava, via a vida passar. Por fim, tinha os dias estranhos, ah esses malditos, em que pela manhã, as coisas pareciam tão erradas, abstrusas, sem futuro, e então ao entardecer, sem motivo algum, tudo aliviava. Era simplesmente bizarro.

Quase trintona, sem cabelos brancos (pelo menos isso), a dormir com o rosto empastado de anti-aging, onde qualquer bebedeira com mistura alcoólica vira uma catástrofe, penando no ginásio, prestes a formar-me em Direito, com uma carreira como escritora próspera, com o coração aos pulos, sem problemas financeiros, o que se passava comigo?

Conversando com um amigo que preferiu ter seu nome omitido, tive a resposta: “Bem-vinda a crise dos 30”, disse ele.

COMO ASSIM CRISE DOS 30? Gritou uma voz na minha cabeça, do que ele estava a falar? O que seria a crise dos 30? O que seria a MINHA crise dos 30? Devia eu pesquisar sobre isso? Não, eu não precisava, eu era a pesquisa, eu era a crise dos 30! Eu tinha a resposta.

Questionava-me com frequência para onde iria, ou até mesmo sobre quem era, sentia-me perdida, tinha esquecido a minha identidade. Perguntas e mais perguntas tomavam conta de mim. O que eu realizara? Seria orgulhosa demais? Existia alguma coisa que eu precisava deixar para trás a fim de seguir em frente? Havia algo mais importante e gratificante que eu podia focar? Que conversas tinha que me mantinham viva? O que estava disposta a fazer para mudar? O que eu mais queria na minha vida? Tinha algum desejo emergente? Estava presa em mim mesma? Chorava tentando ser livre? E os meus relacionamentos, em que pé andavam? Eu ao menos tinha algum? Que medos me apunhalavam? E a pior pergunta de todas: o que poderia fazer, que passo tomar para descobrir o que havia do outro lado? Estava mergulhada na desordem. Era pior que um Deus-nos-acuda. Não sabia se o meu futuro dar-me-ia felicidade e realização, isso para não falar nas prioridades: elas haviam mudado! O meu foco já não era o mesmo de anos atrás, não sentia a mesma empolgação quando saía para discotecas (mesmo que raramente), ou tinha necessidade de gastar dinheiro estupidamente; iniciar relacionamentos pré-datados, sem amanhã, nem pensar! “Antes só do que mal acompanhada!”, dizia a mim mesma e ainda acabava por sorrir. Sim eu sorria, tal era o meu desequilíbrio.

Bem eu decidi que precisava aceitar a realidade, meu amigo tinha razão, eu entrara na crise dos 30, na 3ª década, em que de acordo com Wilson Jacob Filho, do serviço de Geriatria do Hospital das Clínicas de São Paulo “A 3a década de vida marca o término da fase de desenvolvimento do corpo”, cruel não?

Continuando… Procurei várias definições sobre a “Crise dos 30” e nenhuma me agradou, desse modo, não irei aqui tentar definir esse “colapso” vou portanto, falar sobre a minha conjuntura dos 30, se é que assim posso chamar.

Beirando os meus 29 anos, a crise dos 30 para mim, não é sobre recuperar a “juventude” perdida (eu bem que tentei), está mais para encontrar algo que me deixe menos incompleta, focar na carreira, buscar na minha vida novamente significado e desafio. É neste ponto onde o meu desenvolvimento interior, as minhas decepções de sonhos não satisfeitos, de relacionamentos fracassados, ganham um novo rumo. Após refletir seriamente sobre as escolhas que fiz, sobre os sentimentos descritos acima, de vida presa, de estar numa dimensão diferente, do que a que eu gostaria de viver agora, e passar pela angústia dos últimos meses, em que perdi o meu equilíbrio (não é que eu seja muito equilibrada), eu cheguei do outro lado. Perdi-me para encontrar-me, e daí que no caminho eu não soube quem eu era? Que eu gastei tubos de dinheiro em anti-aging? Ou que descobri que em breve meus desejos entrarão em confronto com o famoso relógio biológico? Não, eu não tenho tudo, nem as respostas para todas as perguntas, apenas as suficientes, para seguir com meu autoconhecimento e auto-avaliação.

Após tudo dito e feito, analisado e narrado, digo a você que me lê, e acredita que sou maluca, que percebo a boa notícia de ter uma crise de 30 anos. É simplesmente fantástico.

Questionar a nossa vida, como mudar de fase, apesar de angustiante e desconfortável, é ótimo.

No meu caso, a minha vida vem progredindo – as rugas também – o importante é que eu desafiei o status quo da minha existência. Não sou mais uma estranha para mim mesma como nos últimos meses. Os meus dias ganharam sentido. Sei para onde vou, o que quero, e busco os meios de alcançar os meus desejos e objetivos; tornei-me mais próxima dos meus amigos, mais madura nas minhas decisões. E daí que continuo solteira? Talvez ainda não tenha conhecido o encantado, ou quiçá ele esteja distante, porém não perdi a esperança…

A minha irmã uma vez disse-me que depois dos 30, foi quando se sentiu mais mulher, sei que esse dia chegará para mim, sei também que, talvez no meio de tantas dúvidas e questões a melhor lição que aprendi foi compreender e aceitar que: não posso, nem devo comparar-me ao “fulano ficou noivo de cicrana” ou “labetana vai ser mãe pela centésima vez”, nossas vidas têm ritmos e desejos imprevisíveis, nós devemos respeitar as decisões dos outros quando se trata de família e carreira, enfim decisões de vida, e só igualmente chegaremos ao conforto e aceitação com as nossas próprias decisões, sobre o que podemos escolher para equilibrar a nossa vida. Por isso acredite! Se ainda há tempo e uma vida inteira pela frente para mim, há para você! Viva a crise dos 30, ou como você quiser chama-la; aceite-a, deleite-se, chore, sorria. Dê tempo a você, como eu dei a mim, pois uma coisa lhe garanto: você entrará nessa crise grande, mas saíra enorme! Eu saí!

ELAS ENTRE MUITAS OUTRAS TAMBÉM SOBREVIVERAM OU SOBREVIVEM A CRISE DOS 30
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“Cheguei aos 30 e agora? Casada, 30 quilos a mais do que há 15 anos, dois filhos e um marido trabalhador. Não estava em um momento ‘princesa’ da minha vida, mas estava feliz, na medida do possível. Aprendi a ser dona de casa (na marra) e fui seguindo. Havia parado de estudar com 18 e aos 30 retornei. E foi uma das melhores coisas da minha vida. Não sabia cozinhar, aprendi. Senti que não estava ‘velha’. Com força e apoio aprendi a conviver com a depressão, síndrome do pânico e venci. Mas venci aquela fase. Outras virão. Basta sabermos que a cada fase estaremos ‘preparadas’ para cada uma delas. Não é fácil, mas com a força e inteligência que temos, sempre nos sairemos bem em qualquer uma delas.” (Bete F.)

“Depois de uma infância e adolescência totalmente ‘desajustadas’ do contexto, onde não me encaixava em nenhum padrão quando fiz 30 institui ali um marco da minha libertação dessas tentativas. Já tinha vivido uma união estável, já havia me separado, não tinha filhos, não estava estabelecida financeiramente e pensei que dali por diante, não tinha mesmo nada a perder. Meu irmão me deu de presente um relógio, que me acompanhou sempre simbolizando que o tempo passa, mas cabe a cada um de nós o que fazer com as horas. Não quis festa, não quis comemorar com os amigos. Fui dar uma volta no calçadão, bebi uma água de coco e celebrei ali o início do meu descompromisso com a vida… Aos 39 fui mãe e aí entendi que o compromisso é com os laços que a gente cria. Frustração pelo que esperam da gente é pura perda de tempo e depois dos 30 é bom que a gente aprenda a não perder mais tempo…” (Juli M.)

“Aos 30 anos estou eu separada e com 3 filhos, um deles com paralisia cerebral. Fui casada, separei, arranjei um outro parceiro, e estou num novo processo de separação. Sou bancaria bem-sucedida e continuo a estudar. Há tempos olhei para o espelho e perguntei: o que há de errado em mim? O que fiz da minha vida? Sinto-me cansada e sozinha, apetece-me fugir, esquecer tudo e todos, ficar numa ilha deserta, mas pensei seria infeliz na mesma, iria sentir a falta dos meus pequenos. A minha batalha com o meu filho especial depende tanto de mim… Quero ser feliz. Será que fui um dia? Será que fiz a escolha certa? Não sei a resposta e também não sei se estou a tomar as decisões certas, vou deixar nas mãos de Deus, vou viver um dia de cada vez, tentar errar menos, e acertar mais, nunca desistir. Vou terminar a faculdade, continuar a criar os meus 3 rapazes e lutar sempre para o bem do meu filho especial. A batalha é longa. Levanto, sacudo a poeira e peço a Deus que me dê forças, saúde e que me guie, porém as vezes tenho medo e sinto-me angustiada.” (Euridice C.)

“Minha crise! Tudo começou quando eu achava que já tinha desejo de constituir uma família depois da minha formação, isso as 26 anos. Me sentia uma mulher realizada e desejada por muitos homens, era chato viver com isso na minha cabeça. Apenas uma fase difícil. Quantas mudanças… Seria a crise dos 30? Ahhh, mas por quantas crises dessa já não passei? Nos 15, nos 20… Este ano completei 31 anos, mas já há algum tempo, eu venho triste, muito triste com o meio que vivia… Trabalhar com a terra é algo complicado. É um glamour que não existe, é meio de interesses e muitas outras sujeiras. Por mais que eu não estivesse ligada diretamente a muitas destas coisas, conviver neste meio já me machucou muito nestes meus 5 anos de trabalho…. E aí o amor pela coisa fala mais alto, aí você apanha um queda, respira, volta e vai seguindo… E eu sempre pensando: meus Deus, o que fazer para mudar isto? Para onde ir? 2013 entrou, parado quieto. Me dando tempo para pensar demais. O dinheiro mais saindo do que entrando. Toda aquela instabilidade que umfreela conhece. Tempo de pensar e mudar. Tudo. E neste ano o meu desejo é aproveitar as coisas mais simples da vida, em cada detalhe. É amar muito mais, observar, viver, fazer a diferença. Mais que o incerto, o vulnerável machuca constantemente, isso sim, não tem como negar. Um ano de mais coisas sólidas e verdadeiras é o que eu desejo. Que este tempo ruim passe logo que está doendo. Dá pra resumir tudo em uma única palavra: tempo. Enquanto mostra que você está envelhecendo e precisa aproveitar cada minuto, ele o enche de cobranças para serem resolvidas rapidamente. Na verdade, é apenas um grande ciclo que se encerra na vida. A notícia boa é que vai passar. A ruim: logo, logo, vem o próximo.” (Tahicia B.)

Esta noite

Esta noite,
Quero-te amar
Roçar teu rosto no meu.
Abraçar-te no orvalho,
Os teus cabelos afagar.
Na areia,
Nossos corpos rolar
Escutar a teu lado
O bater das ondas no mar.
Esta noite
Quero teu corpo sentir.
Feito melodia,
Teus gemidos ouvir.
Porque…
Esta noite é só minha.

Cantos

Apesar de tanta paixão e afeição que me dás,
De tamanho desejo e amor que me destinas,
Inda é a solidão que grita por todos os cantos.
É a agonia de sofrer, ainda que acompanhada.
É o isolamento que se transforma em prantos.

Mesmo que todo teu sentimento me entregues,
Que tua sina e vida a mim cegamente confies,
Inda será a solidão que gritará por todos os cantos.
Será a infelicidade de te ter, sem te querer;
E de amar, vivendo e desejando quem não me quer.

A masturbação nossa de cada dia

A MASTURBAÇÃO NOSSA DE CADA DIARecentemente publiquei no meu perfil do Facebook o vídeo da Divinyls – I Touch Myself que traduzindo de forma grosseira quer dizer “eu mesma me toco”, e bem, apesar da repercussão positiva no âmbito masculino (não foi essa a intenção), duas ou três mulheres ficaram extremamente intrigadas por eu ter tido coragem de publicar algo assim, e duas delas chegaram até mesmo a enviar mensagem fechada afirmando que uma mulher não deveria dizer que se masturba, e eu pergunto: porque não? Porque em pleno século XXI em que são escassos os tabus relativos ao sexo, a masturbação feminina ainda é um tabu, isto é, um assunto que não se pode ou não se deve falar?

Pois bem, a palavra masturbação que tem sua origem no latim masturbatìo,-onis, nada mais é que estimular os próprios órgãos genitais (manualmente ou por meio de objetos) para obter prazer sexual que pode ter como objetivo atingir o orgasmo (mais alto ponto da excitação sexual) ou não.

De acordo com a Wikipédia “O termo foi usado pela primeira vez pelo médico inglês e fundador da psicologia sexual, Dr. Hevelock Ellis, em 1898. Foi formado pela junção de duas palavras latinas manus, que significa ‘mãos’, e turbari, que significa ‘esfregar’ com o significado de ‘esfregar com as mãos’”.

Historicamente sabe-se que a masturbação já vem desde a era paleolítica há 10000 a.C. e sabemos disso porque há inscrições feitas pelos homens primitivos mostrando figuras de masturbação solitária, coletiva ou como parte de rituais; também é de conhecimento geral que durante muito tempo a Igreja Católica classificou-a como um pecado, considerando-a até mesmo pior do que o incesto e que isso foi regra nos séculos XVII a XIX, mas a pergunta que não quer calar é porque dois séculos depois a masturbação –em particular feminina – ainda é vista como um tabu, será que a ideia de pecado ainda permanece na cabeça de muitos? Que a masturbação é algo sujo? Ou um ato típico dos tarados sexuais e dos anormais, e até que prejudica a saúde?

Uma pesquisa do Kinsey Institute, entidade ligada ao trabalho do revolucionário pesquisador norte-americano Alfred Kinsey, mostrou que 11% das mulheres afirmaram nunca ter se masturbado – contra um percentual de 5% verificado entre os homens, e isso só mostra que apesar de muitas mulheres já terem quebrado o tabu da masturbação, para algumas, ele ainda existe e a meu ver está na hora desse tabu e desses mitos sobre a masturbação serem deixados de lado.

Como foi dito anteriormente a masturbação é o ato de estimular os próprios órgãos genitais e para quem deseja alcançar o grau máximo de prazer deve conhecer o próprio corpo, então a masturbação – que pode ser apenas no clitóris ou pode envolver a inserção de dedos na vagina para promover a estimulação interna etc. – não serve apenas para se alcançar o orgasmo, ela é sem sombra de dúvida a melhor maneira de se obter o conhecimento do próprio corpo, e nada tem de mal nisso, ela é uma forma de reforçar o erotismo, alimentar fantasias sexuais ou até mesmo a libido.  Quem é mulher sabe que todo o seu corpo é objeto de prazer; desde o toque na pele, nos seios, na vagina, até o tipo de movimento e posição que mais lhe agradam. Mas para que você descubra isso, precisa de se tocar, precisa touch yourself, precisa sentir-se, pois dificilmente o seu parceiro conseguirá adivinhar isso.

Pesquisas mostram que porcentagem de mulheres que obtêm regularmente o orgasmo é maior naquelas que se masturbam e sendo repetitiva, digo que isso acontece porque quem se masturba conhece melhor o próprio corpo. Lógico que você não deve se restringir à masturbação, se você tiver alguém para fazer sexo melhor e que você não deve deixar que isso atrapalhe sua relação (isso serve para os homens também). Sei ainda que para uma maioria esmagadora das mulheres, o amor e o sexo andam juntos e muitas sentem depressão após o orgasmo atingido por meio da masturbação, pois sentem-se sós, mas não deixe de se masturbar por isso, garanto que você como mulher fica deprimida por outras coisas e nem por isso deixa de fazê-las.

Dessa forma, e não querendo mais me alongar no assunto, você mulher que se reprime sexualmente, não se masturba e ainda vem me reprimir porque eu touch myself entenda que a masturbação é um comportamento absolutamente normal e pode estar presente em qualquer idade; entenda que a masturbação não é algo sujo, tampouco um ato típico dos tarados sexuais e dos anormais; ela também não prejudica a saúde e muito menos dá acne. Dito isto, aconselho que você se masturbe, pois como disse Woody Allen “Não despreze a masturbação – é fazer sexo com a pessoa que você mais ama.”, por isso pare de me chatear e vá touch yourself, pois já dizia Platão “Aquele que melhor se conhece a si mesmo é o que menos se exalta.”

Letra da música: http://letras.terra.com.br/divinyls/11242/traducao.html

*Obrigada ao Mafarriku pelas correções.

Fiel aos próprios interesses ou aos de outrem?

FIEL AOS PRÓPRIOS INTERESSES OU AOS DE OUTREMAs relações estão cada vez mais frágeis; se não, descartaveis. As pessoas  começam namoroterminam namorocomeçam namoroterminam namoro; como quem muda de roupa ou mastiga chiclete. Sem contar que metade dos casamentos termina em divórcio. A maior parte das pessoas não consegue mais manter laços.  Assim, a fidelidade está em baixa no “mercado”: simplesmente esqueceu-se o significado de “ser fiel”; há também quem nunca soube. E você? Por acaso ainda se lembra do que é “fidelidade” ou “ser fiel”?

Fidelidade, pelo latim vulgar fidelitate,  é o atributo ou a qualidade de fiel (do latim fidelis), ou seja, de quem não trai alguém ou algum princípio. É uma “constância”, “perseverança” nas afeições e nos sentimentos; o cumprimento dos compromissos de monogamia assumidos com cônjuge, companheiro(a), ou namorado(a). É o compromisso íntimo que o ser humano assume de cultivar e proteger a relação mantida com outra pessoa e com ela mesma. Envolve uma necessidade mútua de confiança, sinceridade e respeito. Com base nisso e em outros fatores a relação atinge uma estabilidade que, quando alcançada, torna-se díficil de ser quebrada.

Apesar de ser um valor fundamental, uma atitude, uma virtude, a fidelidade só existe onde o sentimento é mais forte do que o instinto, uma vez que ser fiel requer renúncias. Resignar pensamentos e desejos não significa, obrigatoriamente, eliminá-los. Se uma pessoa inicia uma relação por vaidade ou prazer; para melhorar a posição social ou por interesse financeiro, está sendo egoísta: não tem a menor noção do quanto está disposta a renunciar,  ou mesmo, se realmente pretende abdicar a algo. Seguindo tal raciocínio, fica claro que o  relacionamento perde o foco, encontrando-se fadado ao fracasso. Observe-se o caso real, abaixo:

Uma mulher de família muito pobre, conheceu um homem de classe média alta, iniciando um relacionamento. Durante cerca de três anos o namoro foi perfeito: ela era a pessoa mais carinhosa, mais querida e fiel. Apenas, dizia com frequência que era frígida; mas, havendo amor isso lá importa? Pois bem, ele, apaixonado pela primeira vez na vida, fazia tudo o que estava ao seu alcance para proporcionar à namorada “perfeita” um mundo, que, sozinha, ela nunca teria alcançado. A moça teve o seu diploma em mãos.  Além disso, o namorado fez por ela  uma prova que  permitiu que ela entrasse numa grande empresa.  No entanto, a partir daí, a jovem  mudou o comportamento, ignorando, traindo e maltratando o rapaz, o que fez com que ele terminasse o relacionamento.  Dias após o término, enquanto ele ainda chorava, engolindo baba e ranho, a ex-namorada “perfeita” já se encontrava em festas, dançando em braços de outros homens.

Pergunto: será que essa mulher foi fiel ao ex-namorado? Teria ela iniciado o relacionamento com a intenção real e cruel de tirar proveito material, agindo de forma egoísta; e sendo fiel, sim, aos seus próprios interesses?

O egoísmo é um gigante na ruína dos relacionamentos. Alguém que tenha a sua vida orientada sobretudo para a realização de novas experiências e satisfação pessoal buscará alucinadamente o cumprimento dos seus caprichos e dos próprios interesses, esquecendo-se de ser fiel a outrem. É por isso que, no caso de uma pessoa assim, se o ser fiel a uma outra implicar na destruição ou na deformação da fidelidade que tenha a si mesma, prevalecerá a fidelidade a si.

A fidelidade é uma atitude, uma virtude: depende acima de tudo e sempre de uma firme decisão, que respeite os interesses e objetivos de ambas as partes. Ser fiel para com quem se conviva não é somente a emoção e o gosto de se estar com uma pessoa, mas também, o triunfo de deixar de pensar unicamente em benefício próprio, para considerar o outro.

Portanto, lembre-se de que é possível ser fiel a você e à outra pessoa. As duas coisas não podem excluir-se mutuamente, pois a fidelidade traduz-se na alegria de compartilhar com alguém a própria vida, procurando a felicidade, gerando estabilidade e confiança perduráveis, acarretando como única consequência, o amor eterno.