Por Mano Melo dedicado a Irina Sopas na obra “Poemas do Amor Eterno”

Quando amamos…

Quando amamos,
cometemos loucuras,
porque cada amor,
será inesquecível.
Existe a vontade.
o élan,
o desejo,
e sem isto os dias seriam
lentos e monótonos,
um caminhar sem vontade,
sem rumo
e sem prumo,
sem gritos e nem tampouco
sussurros.
O mundo seria
uma madrugada mendiga,
inimiga
e de desolação.
O amor entra sem avisar,
vicia no beijo
e transforma.
Aboio,
gado de corte,
comboio de cordas,
coração.

*Mano Melo, cearense, reside no Rio de Janeiro desde a juventude. Tem formação de ator pelo Conservatório Nacional de Teatro e estudou filosofia no Instituto de Filosofia e Ciências Sociais da UFRJ, não terminando o Curso. É poeta, ator, roteirista. Desde 1979, quando retornou ao Brasil após viajar por dez anos através do mundo (América Latina, Europa, Ásia e África), interpreta seus poemas em teatros, tevês, rádios, bares, centros culturais, ciclos de poesia e congressos literários, universidades, escolas, até mesmo praças e praias, no Rio de Janeiro e outras cidades do Brasil, capitais e interior. Como ator, Mano atuou em campanhas publicitárias, participou de filmes como “O Cangaceiro Trapalhão” e “O Homem da Capa Preta”, além de quadros humorísticos e novelas. Publicou sete livros de poesia. Em 2011 recebeu o 5° Prêmio Quem na categoria de Melhor Escritor.