Por Joe d’Almeida

Perpetuar-te a fim

Silencias os meus gemidos
Vou bem fundo
Dou comigo sem mim

No ámago dos teus sentidos
Bem profundo
Teu éxtase não tem fim ,

Vivencias os meus pruridos
Explorando o meu mundo
Exalando jasmim

Destes teus olhos queridos
Ousei decifrá-los à fundo
E descubrí um sem fim

De outros eus em um
Te querendo todos eles
Perpetuar-te a fim…

Sou Capaz…

Sou capaz de não sofrer
Sofrendo assim ,
Me isolando sem querer
Por essa dor sem fim

Sou capaz de não viver
Morrendo, enfim
Nos sonhos que me impedem
De ter
A vida que diariamente
Roubam de mim ,

Sou capaz de me perder
Tanto é o medo de me achar
Na vã glória de vos ver
D’alma sofro por vos amar ,

Sou capaz de não escrever
Os versos sófregos por vós
Pois sinto a voz do peito
Emudecer
Por essa dor que divido a sós.

Sexo Convexo

Mordisco os teus medos
Viajo na tua libido
Decifro os teus segredos
Deixas-me híbrido ;
Poetiso os teus gemidos
Faço pouso no teu ninho
Conto os pôros e pruridos
Gravo em tí meu remoinho;

Pinto o teu não no meu sim
Desvendo a arte e a magia
Atinjo o ponto G e o fim
Dou-te hedonismo e alegria;

Dá-me um clone do teu sexo
Dar-te-ei um êxtase convexo.

*Joe de Almeida,  angolano residente em Londres, é escritor, compositor e poeta. Seu livro de estreia na poesia será publicado em breve, e tem seu primeiro romance em fase de produção.  Colunista na revista KHANITA, também trabalha para o Studio Fire (www.studiofire.org) onde escreve e compõe músicas para o DJ Patrick, Santana e Melody.


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