PoemAZ

REGRAS DO PoemAZ

PoemAZ é um método de composição especial de poemas discursivos modernos, minimalistas. O sistema se inspira na sequência de letras do alfabeto adotado no português. Foi criado, em agosto de 2010, pela autora, cujo primeiro nome, Irina, significa em seu idioma de origem “PAZ”.  Tanto as regras do método quanto os quatro poemas iniciais que lhe deram origem são de sua autoria, e se acham devidamente registrados. As normas são simples e podem propiciar poemas muito interessantes.  São as seguintes:

01) É de livre escolha o tema para um PoemAZ.

02) O PoemAZ não deve ter mais do que 14 versos, incluindo o título.

03) Versificação moderna:  métrica e rima não são obrigatórios.

04) Todo PoemAZ deve receber um título, de livre concepção.  No entanto, o título não deverá ter mais do que três palavras, incluindo-se aí eventuais artigos ou partículas de ligação (preposições e conjunções).
Exemplos:

Um Sonho Azul (três palavras);
Viver de Ilusões (três palavras);
Eu e Você (três palavras);
Minha Vida (duas palavras);
Amores (uma palavra).

05) A primeira palavra do poema propriamente dito deve-se iniciar pela letra A, não se admitindo aqui o uso de artigo, preposição ou conjunção.  Por exemplo:

Amor Bom Conheci (correto);
Um Amor Bom Conheci (errado);
O Amor Bom Conheci (errado);
Almas do Bem Cantam (correto);
As Almas do Bem Cantam (errado);
Das Águas do Brasil Corro (errado);
Águas do Brasil Correm (correto).

06) A inicial de cada nova palavra deve seguir a sequência alfabética, em relação à anteriormente empregada.  Desse modo, o poema deve começar por uma palavra iniciada pela letra A, seguindo-se outra principiada por B; depois: C, D, E, F, G… E assim sucessivamente, até chegar à letra Z. Ver exemplos ao final. O tópico seguinte complementa este.

07) Devido à escassez, em nosso idioma, de palavras principiadas por K, W, X, Y e Z, o uso de termos começados por essas letras torna-se opcional.  Um poema que se desenvolva com vocábulos iniciados sequencialmente por letras de A a V, seguindo as demais regras, já se poderá considerar um PoemAZ.

08) A inicial de cada palavra inserida para cumprimento da sequência deve ser escrita em maiúscula e destacada em negrito: Pecar Queres Rapidamente? Só Tu.

09) A exemplo do que ocorre no primeiro PoemAZ, no verso “K na Lembrança”, admite-se, ressalvado o exposto no tópico quatro, o uso de artigos e de elementos de conexão entre os termos (preposições e conjunções).   O objetivo é o de permitir melhor sintaxe.  Tais usos, porém, devem-se restringir ao mínimo, sendo preferível abstenção, sempre que não se mostrarem indispensáveis.

10) Preposições e conectivos podem eventualmente ser usados como palavra sequencial, quando sua entrada coincidir com a ordem.  Por exemplo: Para Que Risonha Sejas de Ti.

11) Os PoemAZ são pontuados conforme as normas gramaticais.

12) Novamente a exemplo do primeiro PoemAZ, admite-se a quebra da sequência de palavras no último verso, desde que a derradeira palavra do poema retome a sequência no ponto interrompido e termine em V, X, Y ou Z, conforme o caso.

13) A última palavra do PoemAZ redige-se em caixa alta.  Porém, apenas a inicial deve receber negrito: ZANGADA.

Abaixo, os quatro trabalhos inaugurais, de Irina Sopas, e mais um, feito posteriormente por Ricardo Alfaya, aplicando o método:

PoemAZ

Alma Baleada,
Coração Decepcionado,
Emoção Frustrada,
Glória Humilhada,
Ilusão Jugulada.
K na Lembrança,
Memória Nebulosa,
Orgulho Perdido,
Querer Recusado,
Solidão Tormentosa,
União Vilipendiada.

Tudo para dizer: estou ZANGADA.

(Irina Sopas)