Coentro: mais aroma, mais sabor

Coentros

Digam o que quiserem, mas para os amantes da culinária o coentro é tão importante como o álcool para os bêbados. Repleto de aroma e sabor, é uma erva com utilidade ilimitada, servindo como tempero de carnes e peixes, chás medicinais e até mesmo para adornar os pratos e torna-los mais requintados. Infelizmente em Portugal é um roubo a luz do dia, alcançando valores exorbitantes como 1,00 euro por 100 gramas, o que dá aproximadamente  1,13 dólares ou 4,42 reais! Como? Quando? Por quê? Não faço a menor ideia, desse modo optei pelos sacos de sementes que me permitem vários cultivos e custam o mesmo valor.

FICHA TÉCNICA

ORIGEM: mediterrâneo e médio oriente.
ESPÉCIE MAIS COMUM: coriandrum sativum.
NOMES MAIS COMUNS: coentro, cilandro, cilantro.
ALTURA: entre 40 a 60 cm de altura.
GERMINAÇÃO: de 7 a 21 dias.
MANUTENÇÃO: simples.
SUBSTRATO: bem drenado.
LOCALIZAÇÃO: pode ser cultivado em lugares ensolarado ou em sombra parcial.

COMO CUIDAR

Assim como a salsa o coentro não exige muitos cuidados, porém na minha pouca experiência concluí que é mais sensível do que a maioria das ervas, não suportando temperaturas extremas, especialmente calor e muita exposição solar, pois acreditem ficou totalmente queimado, coisa que não aconteceu com o restante das aromáticas.

PLANTIO

A temperatura ideal para cultivo do coentro é em torno de 27°C, porém em apartamento – meu caso – estufas e semelhantes é possível cultivar o ano inteiro independente do clima, contanto que esteja protegido de altas e baixas temperaturas. Entrementes se quiser acelerar a germinação nos meses mais frios pode deixar as sementes de molho em água de 1 a 3 dias. Mais uma vez em correspondência com a salsa o coentro pode ser cultivado em jardineiras, vasos e canteiros, desde que de forma definitiva, pois não é tolerante a transplantes. As sementes devem ser semeadas em até 1 cm de profundidade com espaçamento de 3 cm.

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Vale ressaltar que com temperaturas muito quentes, o coentro irá florescer e virar semente (fiquei muito chateada quando isso aconteceu), cabe a si, decidir o que fazer:
a) se pretende utilizar as sementes, deixe florescer, desse modo poderá utilizar as sementes na culinária.
b) a segunda opção é deixar as sementes caírem naturalmente para que sejam germinadas no futuro com as regas.
c) opção mais radical é cortar o coentro rente e esperar que novas folhas cresçam (adoptei esta).

LOCALIZAÇÃO

Mais uma vez a minha experiência (péssima) fez-me descobrir que o coentro gosta de sol/calor apenas em fase de germinação e para crescer, podendo ser mantido o restante do tempo em local ensolarado ou em sombra parcial já que as suas folhas são sensíveis e queimam facilmente.

REGA

Durante a fase de germinação pode pulverizar o solo com água para evitar o deslocamento das sementes, ou utilize um regador de criança como eu. É importante que nesta fase o solo se encontre sempre húmido, o que não se faz necessário quando a erva crescer. Embora necessite de água, o solo não deve ficar encharcado e as regas devem ser espaçadas para que o mesmo seque entre uma rega e outra. Lembrando que não se deve aguar por cima, para não queimar as folhas.

ADUBAÇÃO

Correndo o risco de ser repetitiva não sou a favor de adubar ervas, ainda assim se decidir, utilize um fertilizante de nitrogénio solúvel em água, mas tenha cuidado para não exagerar.

COLHEITA

Coentro semeado e crescido, quando colher? A colheita dá-se entre a 30 a 70 dias após a germinação, ou quando as hastes atingirem entre 10 a 15 cm. Deve ser feita apenas pelas folhas mais externas e mais altas, pois são as que se encontram em idade adulta, fortalecidas, evitando o seu enfraquecimento. Corte rente a raiz. Em principio crescerá novamente por dois a três ciclos.

PRAGAS E DOENÇAS

Por incrível que pareça o coentro foi uma das poucas ervas da minha horta que não foi vitimado por pragas e doenças, desse modo não posso falar acerca disso, recomendo apenas que retirem as plantas invasoras que se misturam a erva para evitar que roubem os nutrientes do solo.

Fonte

Hortas Info

Salsa: a erva básica de cada dia

Quem gosta de cozinhar sabe que a salsa é um condimento básico e indispensável numa cozinha. Como erva universal é bastante utilizada em peixes, carnes, saladas, sopas e até mesmo em chás devido ao seu efeito diurético. Bastante resistente a mudança de temperaturas, a planta não exige muitos cuidados. Contudo o que fazer quando se descobre que um molho de salsa custa o mesmo que meio quilo de frango? Simples: semeia-se!


FICHA TÉCNICA

ORIGEM: mediterrâneo sul.
ESPÉCIES MAIS COMUNS: petroselinum crispum crispum e petroselinum crispum neapolitanum.
NOMES MAIS COMUNS: salsa, cheiro-verde, salsa-das-hortas, salsa-de-cheiro, cheiro.
ALTURA: até 25 cm de altura com talos que podem exceder 1 m.
GERMINAÇÃO: em torno de 15 dias.
MANUTENÇÃO: simples.
SUBSTRATO: razoavelmente drenado.
LOCALIZAÇÃO: sol pleno em regiões frias e à meia-sombra em regiões de clima quente.

COMO CUIDAR

AS QUE EU TENHO

São da espécie p. c. neapolitanum e p. c. crispum, a primeira conhecida como salsa de folha lisa, e a segunda de salsa de folha crespa.  São nativas da Italia, Argelia e Tunisia, mas amplamente cultivadas no mundo inteiro. 

PLANTIO

Não sigo nenhum calendário de plantação. Como moro em apartamento e a varanda funciona como estufa, tenho liberdade de semear durante todo o ano,  mas de acordo com o que pesquisei: para regiões onde o inverno não é rigoroso, a melhor época é de março a setembro, todavia, em locais onde o inverno é rigoroso, evitar a semeadura nos meses frios. Semear sempre em canteiro definitivo, com as sementes enterradas em aproximadamente 0,5 cm e espaçamento de 1 cm. Sei que há uma técnica para plantar/semear salsa já adulta deixando-a de molho em água até criar raízes, mas nunca tentei, então não sei como funciona.

LOCALIZAÇÃO

Como me encontro em Portugal mantenho a minha salsa sob iluminação directa constante do sol durante o outono/inverno para evitar que o solo fique muito húmido e dê fungos. Já na primavera/verão deixo em local ensolarado.

REGA

A salsa tem pânico de solos encharcados! O excesso de rega trará fungos que cobrirão a terra com uma espécie de penugem branca (aconteceu comigo); portanto antes de aguar, verifique sempre a humidade do solo com um medidor especifico ou faça como eu e use a técnica do dedo: coloque um dedo na terra – se esta não ficar colada ao dedo é sinal que está seca e precisa de água, mas se a terra grudar, ainda está húmida, desse modo a rega não se faz necessária. Jamais regue a salsa por cima molhando as folhas, isso irá fazer com que as mesmas fiquem queimadas, apresentando um aspecto malhado, como ocorreu com as minhas (inexperiência faz disso). Há quem prefira deixar água no prato da salsa e ir repondo quando a própria absorve. Eu não gosto da ideia porque no verão cria pequenos insectos, e a solução para evita-los é pingar umas gotas de lixívia na água, o que a meu ver pode alterar o sabor da erva, por isso prefiro dosar as regas de acordo com a humidade terra.

ADUBAÇÃO

Particularmente não gosto de adubar ervas aromáticas, já que as mesmas duram poucos meses e em estado normal – sem pragas – rebentam constantemente. Mas caso opte por adubar utilize a cada 15 dias fertilizantes a base de húmus de minhoca ou compostos orgânicos caseiros, como borras de café. Isso deve ser suficiente para manter as raízes da planta nutrida.

COLHEITA

Deve ser feita entre 80 a 90 dias após a semeadura. Colher de forma correcta a salsa pode ser chatinho, mas compensa. Corte rente da terra, isto é, na base da planta e apenas os caules compridos e que apresentarem mais que três grupos de folhas. Isso fará com que volte a crescer e você tenha salsa nova o tempo inteiro. Ah, mas por que não cortar os caules menores e com poucas folhas? Simples: embora mais saborosos, ainda estão fracos e o seu corte pode prejudicar o crescimento de nova folhagem (passei por isso e tive que semear novamente). Quando for efectuar o colheita aproveite e arranque as folhas secas. Apenas puxe delicadamente e sem receio que sairão, pois é salsa velha e morta, desse modo impedirá que se enrosquem na que irá nascer. Eu limpo a minha todas as semanas, assim quando colho evito de trazer salsa seca misturada com a verde.

Folhas secas infiltradas

PRAGAS E DOENÇAS

As principais pragas que atacam a salsa são: lagartas, vaquinhas, pulgões e cochonilhas. Já as doenças fúngicas mais comuns são a esclerotinia, septoriose, mancha de Alternaria e o mofo-cinzento (esse safado). Solução: a base de tratamento é sempre a mesma – aplicação de um fungicida ou insecticida específicos nas folhas afectadas, já que cortar a parte doente pode não ser suficiente e ainda corre-se o risco de contagiar as plantas vizinhas. O que eu faço? Por ser erva e frequentemente consumida por mim em saladas (sem ser cozinhada) arranco pela raíz e jogo fora. Caso a terra apresente moléstia pulverizo de leve com um insecticida universal  e deixo repousar ao sol por um mês. Funciona comigo e ainda não me intoxiquei hahaha. Lembrando que pulverizar não é encharcar o solo.

Fontes

Jornal Agrícola
Wikihow