Drubetzkoy

PARTE COMUNITÁRIA 1

Não demorou muito para que os desavindos, aos gritos continuados de Loksins Lífid, iniciassem o ataque. Montados, avançaram com suas armas e criaturas sobre os defensores. Iduna olhou para Fólki. O líder do clã Jorden soube que era o momento certo para golpeá-los.

Um stilkur, criatura feita de caules e vegetação no formato de um homem, surgiu à frente de Fólki. Rasgava o solo, dilatando-se como uma explosão à medida em que absorvia a terra. Quando atingiu o tamanho desejado, cerrou os punhos e como duas marretas bateu no chão. Ondas de terra propagaram-se arremessando poeira e inimigos para todos os lados. Fólki mostrava a sua grandiosidade.

Seus súditos não ficaram atrás e fizeram raízes virem ao de cima. As mesmas entrelaçavam-se nas criaturas dos desavindos e as engoliam para dentro do chão. Os gritos de guerra foram trocados por bramidos de dor e desespero. Poucos eram os que conseguiam passar sem serem enterrados ou atingidos pela fúria do stilkur e das raízes.

Com um sinal da Hel, Amale e os axiluandas focaram os poderes e invocaram uma parede de água bem à frente dos defensores. A ideia era empatar os hazenes de terra e reorganizarem o ataque.

Tarde demais! Muros de terra foram rebentando do chão e dividiram os elementares inimigos, tanto os ngola quanto os svartálfares, do resto do exército. Agora a luta estava agrupada por especialidade e que vencesse o melhor.


PARTE COMUNITÁRIA 2

O campo estava cheio de armas, criaturas e corpos. Sangue e detritos tomavam o lugar de arbustos, plantas e relva. Vermelho e preto eram as novas cores da não mais pacífica planície de Vanes. O descampado havia se tornado no palco de uma terrível batalha. O ar, que antes era delicado e silencioso, transformara-se numa enxurrada de sons de explosões, clamores de guerra e os gritos dos feridos.

  • Arqueiros! Encaixar flechas! Puxar! Disparar! — Njord ordenou, e uma nova chuva de

flechas envenenadas foi enviada para cima do exército dos helmortos para impedir-lhes o avanço.

Helmortos gritaram de dor, a segurarem suas feridas graves, enquanto as setas lhes tocavam. Morriam asfixiados e derretidos com a mistura de veneno de cobras preparado pela Gullveig, capaz de matar um gigante só com o toque.

  • Fogo! — Farghed gritou. As catapultas, montadas nas costas dos trolls, desencadearam

ondas de morte destruindo armas de cerco e incendiando os súditos da Hel. O Sol batia neles furiosamente, enquanto a vaga de calor se arrastava. O suor ardia nos olhos de todos, como pequenas víboras, a pingarem em rostos borrifados.

            Foi a vez dos Buckléres, guiados pelo Gunar! Os espadachins atacaram os helmortos pelas laterais. Descarregaram as espadas sobre a carne inimiga, os estripando. Entranhas acinzentadas foram se espalhando pelo chão junto com um sangue viscoso negro.


PARTE COMUNITÁRIA 3

Amanhecia e a guerra segurava-se furiosa, enquanto a onda de morte seguia inalterada em tal caos. Os dois exércitos lutavam entre si há aproximadamente um dia. Os grupos, espalhados pelo campo de batalha, atacavam-se de forma impiedosa e mortífera.

Iduna, que não conseguira aproximar-se da Hel, decidira então juntar-se ao agregado que tinha como função aniquilar a Gytha, mas não estava fácil. Nem com todos os truques de Ragna, a luta parecia ter fim. Aliás, a vantagem era para os desavindos que avançavam sobre eles. À frente dos hrímpursar, uma coluna de gelo havia sido formada e empurrava os defensores para a montanha. Em cima, aves estavam de asas abertas. Tinham sido congeladas e tentavam impedir os ataques aéreos.

  • Arremessar! — ordenou Iduna. Trabucos dispararam lava para cima da parede gelada. Parte

da mistura pastosa quentíssima causou rachaduras no muro, enquanto escorria. O resto da gosma conseguiu elevar-se. Acertou algumas aves que, descongeladas, caíram a pique. No solo, os aughs dos helmortos e outros fizeram-se ouvir. Gritavam e corriam em angústia, enquanto queimavam.

  • Está a funcionar! — disse Iduna para Ragna. A última sabia que aquilo não era suficiente

para destruírem a parede. Subiu na dragoa, Ation, e levantou voo. Precisava encontrar a irmã e matá-la para enfraquecer o poderio dos gigantes de gelo.

Do alto, conseguiu ter a visão lamentável dos corpos espalhados, alguns com as pernas afastadas, outros com as cabeças erguidas e deixados para morrer. Diversos com os braços e pernas cortados, pescoços pela metade… As cabeças rachadas, com os cérebros ao descoberto, somavam-se às decapitadas.


PARTE COMUNITÁRIA 4

A Deusa percorria o páramo, frio e desabrigado, assentada em Tiarad. Estrelas brilhavam derramadas sobre o mármore preto. Do alto do dragão, procurava por Kengela em toda a extensão da batalha de Vanaheim. Precisava encontrar a nsunda com urgência. Estava impaciente.

A guerra entrava na segunda noite e apesar de equilibrada, a soma de corpos dos defensores não lhe encantava. A morte de Ragna tinha-a encolerizado de tal forma, que com um só murro no chão, desprendeu uma mistura elementar que matou não só inimigos, mas também amigos.

Olhou para o solo e viu os desavindos armados correrem contra os escudos. Era mais um esforço de atravessarem a barreira de soldados que protegia o acesso à montanha. Sincronizados, os lanceiros defensores saíram por detrás dos escudeiros e seguraram as lanças na horizontal. Os helmortos tentaram parar, mas o impulso da corrida não deixou. Empalaram-se nas longas lanças.

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PARTE COMUNITÁRIA 5

Era de manhã, e a batalha, que fora prometida ser curta, não mostrava indícios de estar perto de terminar. O campo de combate vivia um caos completo. Cada um lutava com quem lhe aparecesse à frente. Os combatentes, com o cansaço, pareciam ter esquecido os seus papéis e virado agentes duplos. Homens, helmortos, criaturas e animais rastejavam sobre a lama e o sangue. Arrastavam-se pelas covas e sacos de areia. O lema era igual tanto para o exército dos helmortos quanto para o dos defensores: desumanizar, desestabilizar, antagonizar e matar!

Para onde quer que se olhasse havia luta até o último suspiro. Armas eram empunhadas sem piedade. Os feridos e mortos jaziam densamente sobre o chão escarlate berrante, misturado com negro. Os vivos pisavam-lhes e seguiam para o próximo alvo.

Após umas horas sem embate das partes, o que deu tempo para o exército dos defensores se reorganizar, a nova frente dos helmortos finalmente chegou. Era liderada por unidades de cavaleiros, ansiosos, armados com enormes maças, machados e alabardas, seguidos por pedestres com lanças, que por sua vez eram continuados uma elite armada com duas espadas cada um.

As fileiras estavam, também, cheias de outros regimentos, incluindo mercenários e soldados escravos, umas tantas unidades defensivas e de carregamento, além de diferentes tipos de grupos de arco e flecha e de artilharia.

No sopé da montanha, os helmortos preparavam-se para atacar. Já os que estavam à beira do rio, posicionavam as balsas para atravessá-lo. Aquelas fronteiras naturais eram a última defesa. Se o exército da Hel as transpusessem, conseguiriam estar nos arredores da Fonte da Juventude.

Tuturutú! Tuturutú! Tuturutú! A corneta soou, como aviso para atacarem. Rochas do tamanho de um homem, no formato de bolas, rolaram da montanha, atiradas pelos gigantes de fogo. Atrás delas, dúzias de vargs, lobos demoníacos carecas, e leões, com espinhos no lugar dos pelos, desceram. Soltando grraurrs e áuuuuus, os bichos desgalgaram, com as bocas insalivadas abertas, prontos para estraçalharem os inimigos.

Na parte mais rente do rio, Orvar e Bergelmur coordenavam a passagem para o outro lado da margem. Dezenas de balsas haviam sido colocadas na água. Os helmortos remavam, enquanto que os gigantes de rocha faziam parte da passagem a pé e o restante a nado.

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